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Quinta-feira, Junho 07, 2007  

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postado por Radamés | 13:17
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Sábado, Junho 02, 2007  

Ambientalismo é coisa de veado?

"Coisa de ambiente, vamos falar a verdade, até pouco tempo atrás era coisa de veado. Agora nós queremos fazer com que todos os trabalhadores defendam o meio ambiente." Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical e deputado federal (PDT-SP) em discurso no Dia do Trabalho em São Paulo.

Sem gastar caracteres comentando a grosseria do cidadão, vamos ao que interessa. Acredito que o nobre deputado cometeu uma gafe calculada e que estava mais preocupado em atingir seu público do que em agradar ambientalistas. A declaração chula do deputado reflete bem a opinião de setores da sociedade sobre o ativismo ambiental. O grosso da população não se entusiasma com o ambientalismo fundamentalista por achar que se trata de uma futilidade. Boa parte da sociedade está disposta a abrir mão das belezas naturais em favor de objetivos econômicos. Com pessoas práticas assim, os argumentos que convencem são os econômicos e da sobrevivência. Nesse ponto, o Paulo mostrou que sabe das coisas, pois falou em ambientalismo de resultados. Bem, pelo menos, a questão ambiental agora virou coisa de macho paca.

postado por Radamés | 14:31
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O copo de requeijão e o pão-durismo ecológico

Faça uma pesquisa na Internet com a expressão "sintomas de pobreza". Você vai encontrar a clássica e divertida lista que traz as ações típicas do pobre como tomar banho de sol na laje, comprar churrasquinho com vale transporte ou esquentar pilhas para ver se rendem um pouco mais. Confesso que pratico regularmente algumas ações citadas nessa bendita lista. A maioria delas são coisa de pão-duro e independem de ser pobre ou rico. É nesse ponto que eu queria chegar. Em muitos aspectos, o cidadão ambiental é um cara pão-duro. Com muito orgulho, diga-se. Lá em casa, nós comprávamos copos para pôr à mesa, mas o tempo passava e os copos iam quebrando e quebrando. Foi aí que percebemos que a salvação estava nos copos de requeijão. Hoje não compramos mais copos. Para quê? Existem os copos de requeijão, de nutella, de extrato de tomate, etc. Sim. Eu uso copo de requeijão para tomar cerveja. É coisa de pobre, de pão-duro, mas é ecológica. Em vez de jogar o copo no lixo, dou uma nova função a ele, que será utilizado dezenas de vezes. Um dia ele vai quebrar, mas aí já cumpriu a dupla função de acondicionar o requeijão e de evitar que nós precisemos comprar copos. O pobre, em muitos aspectos, é ecológico porque sabe viver na escassez. E o que é ser ecológico senão administrar a escassez de recursos naturais? Por isso, senhores designers de embalagens, inventem embalagens cada vez mais bonitas e muiti funcionais em vez de trocar os copos de requeijão de vidro pelos de plástico. Os pobres e os cidadãos ambientais agradecem.

postado por Radamés | 14:30
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A Garganta do Coisa Ruim


Em Foz do Iguaçu, Paraná, ficam as Cataratas do Iguaçu, uma das maravilhas da natureza em nível mundial. O conjunto principal de quedas das cataratas chama-se Garganta do Diabo. Um grupo de pastores da cidade de Foz está propondo a mudança do nome desse acidente geográfico para Voz de Deus. Eles consideram que essa nova denominação seria mais adequada a um local de beleza natural tão rara. A sociedade é dinâmica, tudo muda o tempo todo, inclusive o nome das coisas, mas é preciso estar atento às razões que levam às mudanças. A História está repleta de exemplos irritantes de revisionismo fundamentalista. Voz de Deus mesmo é a voz do povo, que estabeleceu o nome por tradição. Mas quem acredita no poder invocatório das palavras pode chamar o local de Garganta do Rabudo ou Garganta do Lá de Baixo. Com certeza será entendido e vai evitar o mau fluido que pode vir da citação direta do nome do nefasto.

postado por Radamés | 14:29
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O fim da picada ambiental

Pessoas práticas concordam que uma calçada varrida é uma calçada limpa. Desculpem-me os obcecados por limpeza, mas lavar calçadas é uma necessidade duvidosa que a cada dia fica mais ridícula. Mas o fim da picada mesmo é fazer essa lavagem com requintes de incorreção. Veja o roteiro e pense se isso já aconteceu perto de você. Primeiro a pessoa empurra as folhas e o lixo da calçada para a sarjeta da rua com o jato da mangueira. Em seguida, aplica um produto agressivo como cloro ou ácido muriático para deixar a calçada bem clarinha. Depois lava a calçada com detergente e empurra a espuma para a sarjeta, sempre usando o jato da mangueira, claro. Dessa forma, se consegue consumir muita água tratada e entupir a sarjeta com lixo, além de lançar produtos químicos agressivos e detergente na rede de águas pluviais.

Se você quiser ver mais ações que são o fim da picada ambiental, visite: www.radames.manosso.nom.br/ambiental/fimdapicada.htm

postado por Radamés | 14:29
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Mega hiper atividade


Internautas britânicos gastam em média um terço do tempo dedicado à Internet navegando sem propósito definido e fazendo buscas inúteis. Este é o resultado de uma pesquisa realizada no Reino Unido pelo instituto YouGov. A pesquisa confirma uma suspeita: o estilo web de interação favorece a dispersão. As páginas estão cheias de links que levam a páginas com mais links. Facilmente, o usuário cai na tentação de clicar em um desses links chamativos que não tem a ver com o seu objetivo inicial. Dali em diante, de link em link, o usuário logo estará bem longe de seu propósito. Depois de um tempo, muitos internautas não conseguem sequer lembrar o que queriam fazer no início da navegação. Fico aqui pensando que efeito esse ambiente dispersivo pode ter sobre a garotada que está crescendo nele. No futuro, alguém conseguirá ler um livro até oo fim? Haverá mão de obra disponível para trabalhos que exigem atenção sustentada? Tudo bem. Cada geração tem seus problemas. Eu passei a infância e a adolescência diante da televisão e isso não me prejudicou tanto assim. Pelo menos, espero que não. A web pode ser um fator ambiental muito negativo principalmente para aqueles com algum grau de hiperatividade. Por isso, meu caro, se você for pai (ou mãe), observe como a sua turminha está surfando. A atenção sustentada será uma qualidade rara no futuro. Quem a tiver estará em considerável vantagem.

postado por Radamés | 14:28
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Fundamentalismo ambiental


O nascimento do pequeno Knut, ursinho polar do zoológico de Berlim, mostrou ao público geral uma face nada verde do ativismo ambientalista. O ursinho foi rejeitado pela mamãe ursa e agora vive sob cuidados de humanos. Organizações de defesa dos animais protestam contra os cuidados dedicados que o ursinho vem recebendo no zoológico. Dizem que o convívio excessivo com humanos vai causar danos irreparáveis ao comportamento do animal. Eles sugerem inclusive o sacrifício do pequeno Knut. Não há erro no que estou dizendo. Quem está sugerindo o abate do pequeno Knut não é a ¿Associação dos Caçadores de Ursos¿, mas algumas associações alemãs de defesa dos animais. Sem dúvida, o melhor para Knut seria ter nascido lá no Pólo Norte, longe de qualquer humano e que lá pudesse viver tranqüilo com sua mãe que lhe ensinaria a caçar e a sobreviver no gelo. Mas humanos deixaram mamãe urso acasalar em cativeiro sabendo que seu filhote estaria destinado a viver em cativeiro por toda a sua vida. Agora o bichinho nasceu e a mãe o rejeitou. Será que isso aconteceria em ambiente selvagem? Talvez sim, mas o zoológico foi criado por seres humanos que agora têm que resolver toda essa lambança. Esses ambientalistas não tinham que estar lutando pelo fim dos zoológicos?

postado por Radamés | 14:27
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Conservapedia contra os adoradores do acaso


Felizmente, a Wikipedia não é a única enciclopédia da Internet, pois apesar de todas as suas virtudes, ela tem suas limitações. Recentemente, surgiu a Conservapedia (www.conservapedia.com), que usa estrutura de wiki e se propõe a fazer um contraponto à Wikipedia trazendo uma visão cristã conservadora do mundo. Seus verbetes mais polêmicos são aqueles ligados à evolução. Lá se afirma que o mundo surgiu a cerca de 6000 anos e que os homens conviveram com os dinossauros. Todos têm o direito de crer no que acham melhor para si, mesmo que as evidências apontem na direção oposta. Mas o que me incomoda nesse caso, não são os criacionistas que mantêm a Conservapedia. Preocupa-me o fundamentalismo oposto. Os criacionistas não têm voz ativa no meio científico, ao contrário dos ateístas militantes. Eu nunca consegui entender o que o ateísmo tem a ver com ciência. Sempre entendi que a ciência deve manter igual distância tanto do criacionismo quanto do ateísmo, porque as duas vertentes tem muito em comum entre si e nada em comum com o pensamento científico. Nunca fui a fundo para saber se o fundamentalismo ateu influencia de alguma forma negativa o pensamento científico. Sabemos que o criacionismo, turvou por muito tempo o avanço de teorias como a da evolução. Resta saber se a hipótese do acaso não causa igual estrago à evolução da ciência.

postado por Radamés | 14:27
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Assine seu protocolo de Kyoto


Em Kyoto, muitos países assumiram compromisso com a adoção de medidas para reduzir o aquecimento global. Ultimamente, tenho visto muitas matérias na mídia falando sobre efeito estufa, mas não vejo ninguém sugerindo medidas práticas que a população pode adotar para colaborar na redução do problema. Por isso, resolvi assinar o meu próprio protocolo de Kyoto. Eu, como homem poluidor, fixo a meta de reduzir pela metade os danos que causo ao meio ambiente em um prazo de 5 anos. Sei que isso é insuficiente, mas é uma meta muito mais ambiciosa do que o compromisso assumido pelos países em Kyoto. Além do mais, uma meta assim exige mudanças razoáveis na minha vida cotidiana. Preciso de tempo e dinheiro para isso. Como vivo em sociedade, estou consciente de que não consigo mudar tudo à minha volta. Posso tomar várias medidas pessoais e, quem sabe, influenciar pessoas à minha volta a mudar comportamentos também. Mas há limites para minha ação. Por exemplo: se eu quisesse zerar minha produção individual de lixo, teria que parar de ir ao supermercado, já que atualmente, quase tudo vem dentro de embalagens descartáveis. Assim sendo, reduzir minhas agressões ao meio ambiente em 50% nos próximos cinco anos está de bom tamanho, até porque os primeiros 50% não exigem um esforço descomunal. Com boa vontade e muita determinação acho que chegarei lá. Aos poucos, vou detalhar aqui no blog como pretendo alcançar esse objetivo.

postado por Radamés | 14:27
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10 coisas que você pode fazer pelo meio ambiente


Essas, você pode fazer sem esperar pelo governo, pela grande conscientização do povo, por leis mais severas, etc., etc.

Não imprima. Leia na tela do micro, ora. Não vale dizer que só consegue ler aquilo que você pega nas mãos. Isso é fetiche.

Recuse aquelas sacolas que as lojas oferecem porque elas vão virar lixo assim que você chegar em casa. Põe na bolsa, no bolso, leve na mão ou traga uma sacola de pano de casa, uai.

Prefira um carro flex. Se o seu carro já é flex, abasteça com álcool, que não aumenta o aquecimento global e costuma ser mais barato. Ah, e compre um carro suficiente para a sua necessidade. O que são aquelas caminhonetes gigantes rodando em centro de cidade e consumindo duas vezes mais combustível do que um carro urbano médio?

Máquinas que refrigeram como ar condicionado e geladeira devem ser livres de gases que aumentam o buraco na camada de ozônio.

Assine jornais e revistas on-line e não receba mais em casa centenas de quilos de papel anualmente.

Coisas feitas de madeira têm que vir de reflorestamento onde se respeita regras ambientais ou de extração controlada e sustentável.

Separe o lixo no capricho em cinco grupos: papel, metal, vidro, plástico e orgânico. Se isso for feito em um condomínio, dá para levantar uma grana e ainda gera empregos.

Se você, em último caso, tiver que consumir papel, prefira o reciclado não branqueado.

Prefira o reutilizável em vez do descartável, como era nos bons tempos dos nossos avós. Tenha uma xícara para o café no escritório em vez de detonar copinhos descartáveis. Compre bebidas em garrafas reutilizáveis. Pratinho, talher, guardanapo, tudo descartável? Que preguiça, hein?

Vá a pé, de bicicleta, de ônibus, ou se puder, não vá. Alguns felizardos trabalham em casa. Outros fazem tudo pela Internet. Ajude sua saúde, seu bolso e o meio ambiente.

postado por Radamés | 14:26
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